A c o n s e l h a m e n t o_ p a r a_ T e r c e i r a_ I d a d e

1. Colaboração Evolutiva para Terceira Idade

É um relacionamento profissional com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de pessoas na terceira idade.
Age sobre os principais fatores da qualidade de vida do idoso: reinserção social.
Saiba mais...
úde e sexualidade.

2. Oficinas:

Objetivos, Metodologia, Perspectiva participativa, Tempo das atividades, Aconselhamento e Reinserção Social, Informações Sobre Saude e Sexualidade

Objetivos:
- Desenvolvimento de novas perspectivas para terceira idade.
- Facilitação ao acesso a atividades sociais, cuturais e profissionais.
- Redefinição se sucesso e bem-estar.

São atividades interativas que podem atender a vários temas que tenham a ver com a vida, as atividades e sentimentos do adulto maduro.
Tem por objetivo trazer informações, mas também dar escuta ao que o público tem de experiências, dúvidas, questionamentos.

Do ponto de vista metodológico estaremos utilizando uma abordagem de caráter andragógico (técnica de aprendizagem de adultos) e participativo. A questão da andragogia torna-se importante, principalmente para este público, por estarem mais alinhadas com o processo de aprendizagem de adultos, sendo baseadas em alguns pressupostos-chave, a saber:

1. Adultos são motivados a aprender à medida em que experimentam que suas necessidades e interesses serão satisfeitos. Por isto estes são os pontos mais apropriados para se iniciar a organização das atividades de aprendizagem do adulto.

2. A orientação de aprendizagem do adulto está centrada na vida; por isto as unidades apropriadas para se organizar seu programa de aprendizagem são as situações de vida e não disciplinas.

3. A experiência é a mais rica fonte para o adulto aprender; por isto, o centro da metodologia da educação do adulto é a análise das experiências.

4. Adultos têm uma profunda necessidade de serem auto dirigidos; por isto, o papel do facilitador é engajar-se no processo de mútua investigação com os alunos e não apenas transmitir-lhes seu conhecimento e depois avaliá-los.

5. As diferenças individuais entre pessoas cresce com a idade; por isto, a educação de adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de aprendizagem. Voltar.

A perspectiva participativa também é importante pela necessidade de construção metodológica desta intervenção. O principal desafio que vamos enfrentar neste trabalho é trabalhar com adultos maduros, que muitas vezes nunca estudaram, nem leram, mas que tem ricas vivências que podem ser aproveitadas e aptidões que nunca foram potenciallizadas.

O processo educativo não deve ser planejado apenas com atividades que se preocupem em prover de um conhecimento teórico-intelectual aqueles que estão sendo alvos da sua atividade; o trabalho é mais amplo, pois envolve necessariamente a reflexão e a transformação de valores, práticas e comportamentos presentes no grupo.

O trabalho estruturado a partir de técnicas e dinâmicas de grupo é chamado de metodologia participativa, onde o facilitador, não ocupa papel de “detentor do conhecimento”. Pelo contrário,em um trabalho baseado na metodologia participativa os “alunos” são impulsionados a terem uma atuação efetiva no seu processo educativo, se envolvendo em todas as suas etapas. É importante aqui valorizar suas experiências, conhecimentos e códigos culturais e através da discussão coletiva, identificar e buscar soluções para problemas comuns. A situação pedagógica é concebida como uma relação dinâmica entre dois sujeitos, o facilitador e o “aluno”. Percebidos como sujeitos atuantes e socialmente inseridos. O aluno não é visto como uma “caixa vazia”, mas antes como um sujeito com experiências e conhecimentos que precisam ser valorizados e estimulados, para que se sinta à vontade para refleti-los e transformá-los quando for o caso.
Desta forma, nos grupos sistemáticos serão privilegiados contextos informais caracterizados como “oficinas” onde o clima é de debate mútuo e valorização das experiências e sentimentos.
Esta metodologia foi desenvolvida para trabalhos e oficinas numa sala elitizada ou num salão paroquial de periferia.
São necessárias apenas cadeiras ou bancos onde as pessoas possam se acomodar.
As pessoas são colocadas em círculo para melhor participarem e também, se tiverem alguma deficiência auditiva, poderem se integrar, se colocar e contribuir.Voltar.
O Tempo deste tipo de atividade é de 60 minutos, podendo ser estendida para mais 30 minutos, se houver necessidade.
O adulto maduro não aceita bem atividades longas, precisa de coisas novas a cada período para se motivar.Voltar.

Aconselhamento e Reinserção Social:
O processo de aconselhamento do adulto maduro é feito da seguinte forma:
Visita para levantar necessidades: nesta visita, a aconselhadora vai até a residência do idoso para conhecê-lo, ouvi-lo e verificar quais as queixas, deficiências físicas, atividades de vida diária ( AVD ), disposição de suas coisas na residência, adaptações no quarto, no banheiro, se esta pessoa vive só, com quem conta em termos de família ou empregados, e qual o aporte emocional que ela tem.
Neste momento e de posse destas informações é realizado um diagnóstico das necessidades, tanto físicas, sociais e o emocionais da pessoa atendida.
Mediante um vínculo e um contrato de serviço, o aconselhamento se dá, organizando, por exemplo, medicações, com horários, separações por turno e combinações de quem irá administrá-las ao idoso. Se ele foi ativo e independente, facilitação de indicações nas caixas para não haver trocas ou dúvidas nas horas de tomada.
Se houverem problemas no quarto e banheiros, serão indicados equipamentos que facilitem a locomoção e os banhos, como luz que ficará acesa à noite no quarto, retirada de tapetes soltos, para evitar quedas, colocação de barras no banheiro, cadeira de banho, etc.
Todas as questões serão adaptadas para o idoso que está sendo atendido.
No item lazer,a aconselhadora irá investigar se essa pessoa gosta de sair, onde gosta de ir, se gosta de cinema, de teatro, de shopping, se tem com quem ir, como se locomover para esses locais. Existem bailes de terceira idade, muito procurados por estas pessoas, no horário da tarde, fáceis de acessar e com músicas e público adequado a esta faixa etária.
Na maioria das cidades existem os passes livres nos coletivos urbanos e meia entrada em cinemas e teatros, isso é um fator de afluência de adultos maduros a estes locais.
Uma atividade fantástica para pessoas que estão nesta faixa etária são Grupos de Convivência. Existem em quase todas as cidades. São momentos muito interessantes de convívio, alegria, troca de afeto, importantíssimo nesta idade, onde muitos vivem sós ou não tem a família próxima.
A aconselhadora indica e/ou pode inclusive acompanhar o idoso a atividades que ele goste e queira.
Para o apoio emocional, se for necessário, a aconselhadora indica um profissional habilitado e especializado para o atendimento deste público. Se verifica muitos casos de depressão e outras patologias que se agravam com o avançar da idade, a aposentadoria, o isolamento.
Nas grandes cidades hoje em dia, existem muitas pessoas idosas vivendo sozinhas, gerenciando suas próprias coisas e tendo dificuldades que não tem com quem compatilhar.
Este trabalho surgiu com a demanda de alguns idosos de grupos que relataram estas dificuldades.Voltar.

Informações sobre saúde e sexualidade
O Mundo vivencia um fenômeno que não pode mais ser desconsiderado: o envelhecimento da população. As alterações da demografia indicam um aumento de pessoas em torno de 60 anos em diante que surpreende a todos. Em números absolutos e relativos, o acompanhamento dos resultados estatísticos aponta para um fenômeno mundial sem precedentes. .Em 1950, eram cerca de 204 milhões de idosos no mundo, já em 1998, haviam 579 milhões de pessoas. Para 2050 as projeções indicam 1.900 milhões de pessoas, montante equivalente à população infantil do mundo de 0 a 14 anos de idade.

No Brasil a população jamais esteve tão velha. O censo de 1991, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – já indicava uma população de 10 milhões de idosos e em 2000 esse número cresceu para 14 milhões. As pessoas de 60 anos para cima representam 8% da população brasileira. Para 2020 previsões apontam para um percentual de 15% da população do Brasil.

Instituições como o casamento, o Estado, as empresas e o sistema de previdência como conhecemos vêm de uma época em que apenas 3% das pessoas ultrapassavam a barreira dos 65 anos. A experiência de envelhecer é nova. Por isso, é premente a necessidade de se renovar o modelo hoje existente e o modo como os idosos são vistos e tratados.

Em todas as áreas estão ocorrendo muitas mudanças. Esta população tem sido incentivada a sair mais para o lazer, fazer ginástica, caminhar, ir a bailes, viajar. Na área da sexualidade, o uso de hormônios pela mulher e de medicamentos para melhorar a ereção (Viagra, Levitra e Cialis) por parte dos homens trouxe uma melhora quantitativa e qualitativa na sua vida sexual.

Entretanto, o risco da propagação de doenças sexualmente transmissíveis (DST) é semelhante ou maior do que outras faixas etárias, consideradas sexualmente mais ativas. Isto se deve a uma atrofia genital na mulher em idade mais madura e também a uma baixa defesa imunológica natural nesta fase em ambos os sexos.

Entre as DST de maior importância, temos: o HIV (Vírus que causa a AIDS), o HPV (vírus relacionado com o câncer do colo do útero), Sífilis, Hepatite B e C, clamídia e herpes.

Vários estudos realizados com esta população mostram a necessidade de projetos e políticas que possam trabalhar todas as questões que aparecem nesta faixa de idade, como saúde, lazer apropriado, direitos, bem como projetos de prevenção as DST e AIDS que informem e proporcionem uma percepção da vulnerabilidade desta população para o risco a que se expõe, propiciando um maior cuidado e uma vida sexual mais saudável.

As políticas públicas, não estão preparadas para atender esta camada da população, que além de não buscar os serviços de saúde para estas questões, enfrentam o preconceito e até constrangimento em buscar informações e tratamento para as DST / AIDS.

A população por volta de 60 anos em diante vem crescendo e constata-se que permanece sexualmente ativa até bem mais tempo do que se supunha há alguns anos. Como muitas destas pessoas passaram por casamentos longos e por uma diferente visão de como se dá a vida sexual com vários parceiros/as, da vulnerabilidade que existe, até pela falta de conhecimento, muitas delas fazem sexo sem o uso de preservativos masculinos ou femininos.
Os profissionais da área de saúde que trabalham com DST/AIDS tem recebido cada dia mais pessoas de idade madura, com questões relacionadas à sexualidade, dúvidas de como se proteger, como viver intensamente o que pretendem com a preservação da saúde.
As Oficinas “Conversando sobre Saúde Sexual” são realizadas com metodologia especial, linguajar próprio e adequado para se tratar com um público de pessoas que cresceram e começaram a se relacionar sexualmente em épocas em que não existia a AIDS.
Nestas Oficinas se discutem as novas formas de se viver sexualmente na idade madura, podendo conversar sobre isso com franqueza e perguntar. É trabalhada a saúde em geral e dentro dela, a questão da sexualidade sadia. São dadas várias informações sobre questões femininas, como exames que são importantes serem feitos, etc...
Nas Oficinas para homens, se trabalha informações de saúde masculina , como a questões referentes à próstata e órgão sexuais masculinos.
O ambiente sempre é bem descontraído, deixando o participante à vontade para relatar experiências, fazer perguntas, fazer piadas, etc...
Estas Oficinas tem a duração de 60 minutos cada uma.
Voltar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




INFINDHA - Instituto de Formação Integral Desenvolvimento Humano e Ambiental